sexta-feira, 19 de junho de 2015


Região Sudeste

A região sudeste do Brasil é a mais populosa do país. Aliás, se fosse um país, seria o décimo quinto mais populosos do mundo. A região é composta por quatro estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Isso nos leva a um número aproximado de 927,286,2 Km (em torno de 10,85 % do território nacional) e uma densidade demográfica de 78,09 pessoas por Km quadrados. Principalmente as cidades turísticas do Rio e São Paulo que são as mais industrializadas, populosas e com problemas típicos de cidades desenvolvidas: grandes engarrafamentos, enchentes, por conta do excesso de lixo e outros. Um dado que mostra a importância do sudeste para Brasil é que, em torno de, 43% da população brasileira se encontra nesses quatro estados.
É a região mais rica do país com um PIB bastante elevado. Só para se ter uma ideia, só São Paulo, que é o estado de maior circulação de dinheiro do Brasil, tem um PIB em torno de um trilhão e com uma participação de 33% no Produto Interno Bruto nacional. A cidade é a única do Brasil que é considerada uma megalópole (cidade com níveis acima de uma metrópole). A sua economia se espelha na taxa de área urbana nos estados que compõem a região: em torno de 90,5%. A alta circulação de renda em contraponto com a enorme população do local resulta num Índice de Desenvolvimento Humano alto: 0,824 - o segundo maior do Brasil, perdendo apenas para a região sul.
Relevo e clima:
           A Região Sudeste - a mais evoluída economicamente do país -, é formada pelos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Situa-se na parte mais elevada do Planalto Atlântico, onde estão as serras da Mantiqueira, do Mar e do Espinhaço. Sua paisagem típica, apresenta formações de montanhas arredondadas, chamadas "mares de morros", e os "pães de açúcar", que são montanhas de agulhas graníticas. O clima predominante no litoral é o tropical atlântico e nos planaltos, o tropical de altitude, com geadas ocasionais.
            A mata tropical que existia no litoral foi devastada durante o povoamento, em especial nos séculos XVIII e XIX, no período de expansão do cultivo do café. Na serra do Mar, a dificuldade de acesso contribui para a preservação de parte dessa mata. No estado de Minas Gerais - o mais montanhoso dos estados brasileiros -, predomina a vegetação de cerrado, com arbustos e gramas, sendo que no vale do rio São Francisco e no norte do estado, encontra-se a caatinga, típica do Nordeste.
            O relevo planáltico do Sudeste fornece grande potencial hidrelétrico à região. A maior usina é a de Urubupungá, localizada no rio Paraná, divisa dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Mas existem outras grandes usinas hidrelétricas como São Simão, Três Marias, etc., pois o potencial da região é grande para esse tipo de aproveitamento energético. Encontram-se ainda no Sudeste, em Minas Gerais, as nascentes de duas bacias hidrográficas: a do rio Paraná, que se origina da união dos rios Paranaíba e Grande, e a do rio São Francisco, que nasce na serra da Canastra. Existem rios de boa dimensão e grande volume d' água, alguns deles em parte poluídos, como o rio Tietê, aliás o único que corre em sentido contrário (leste-oeste).
Economia:
            Sua economia é a mais desenvolvida e industrializada dentre as economias das cinco regiões brasileiras, nela se concentrando mais da metade da produção nacional.
            Movimentada pelas maiores montadoras e siderúrgicas do país, a produção industrial é diversificada. São Paulo concentra o maior parque industrial e participa com 36,5% do PIB (referência: 1999). Embora os ramos de calçados e têxtil se mostrem os mais aquecidos, percebe-se, no final dos anos 90, relativa queda de investimentos no setor industrial, em virtude, principalmente, dos incentivos fiscais adotados por outras regiões. Ainda assim, o Sudeste consegue manter elevada sua participação no PIB industrial. O interior paulista desponta, no decorrer da década, como um dos principaos pólos de atração de investimentos.
            A agricultura demonstra elevado padrão técnico e boa produtividade. A produção de café, laranja, cana-de-açúcar e frutas está entre as mais importantes do país. Na pecuária, a participação do PIB agropecuário cai de 38,9% em 1985 para 36,3% em 1998. Em Minas Gerais, destaca-se a exploração de numerosa variedade de minérios - em especial as reservas de ferro e manganês na serra do Espinhaço -, e da bacia de Campos, no Rio de Janeiro, sai a maior parte do petróleo brasileiro.
            Abrigando 42,5% da população brasileira e responsável por 58,7% do PIB nacional (327,5 bilhões de dólares em 1999), o Sudeste apresenta grandes contrastes. Ao mesmo tempo que concentra a maior parcela da riqueza nacional, é a região que mais sofre com o desemprego e o crescimento da violência. Ainda assim, seus indicadores sociais mostram-se os melhores do país: o analfabetismo na região é de 8,1%, a água tratada beneficia 95,9% das casas e o esgoto é recolhido em 83,8% das moradias. No Brasil, esses índices ficam em 14,7%, 78,8% e 63,9%, respectivamente.
População:
            A região Sudeste é a de maior população e a expectativa de vida é de 69,2 anos. É também a região com a maior densidade demográfica (76,31 hab./km²) e o mais alto índice de urbanização: 89,3%. Abriga as três mais importantes metrópoles nacionais, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.



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