Região Sudeste
A região sudeste do Brasil é a mais populosa do país. Aliás, se fosse um país, seria o décimo quinto mais populosos do mundo. A região é composta por quatro estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Isso nos leva a um número aproximado de 927,286,2 Km (em torno de 10,85 % do território nacional) e uma densidade demográfica de 78,09 pessoas por Km quadrados. Principalmente as cidades turísticas do Rio e São Paulo que são as mais industrializadas, populosas e com problemas típicos de cidades desenvolvidas: grandes engarrafamentos, enchentes, por conta do excesso de lixo e outros. Um dado que mostra a importância do sudeste para Brasil é que, em torno de, 43% da população brasileira se encontra nesses quatro estados.
É
a região mais rica do país com um PIB bastante elevado. Só para se ter
uma ideia, só São Paulo, que é o estado de maior circulação de dinheiro
do Brasil, tem um PIB em torno de um trilhão e com uma participação de
33% no Produto Interno Bruto nacional. A cidade é a única do Brasil que é
considerada uma megalópole (cidade com níveis acima de uma metrópole). A
sua economia se espelha na taxa de área urbana nos estados que compõem a
região: em torno de 90,5%. A alta circulação de renda em contraponto
com a enorme população do local resulta num Índice de Desenvolvimento
Humano alto: 0,824 - o segundo maior do Brasil, perdendo apenas para a
região sul.
Relevo e clima:
A Região Sudeste - a mais evoluída
economicamente do país -, é formada pelos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, São
Paulo e Rio de Janeiro. Situa-se na parte mais elevada do Planalto Atlântico, onde estão
as serras da Mantiqueira, do Mar e do Espinhaço. Sua paisagem típica, apresenta
formações de montanhas arredondadas, chamadas "mares de morros", e os
"pães de açúcar", que são montanhas de agulhas graníticas. O clima
predominante no litoral é o tropical atlântico e nos planaltos, o tropical de altitude,
com geadas ocasionais.
A mata tropical que existia no litoral foi devastada durante o povoamento, em especial nos
séculos XVIII e XIX, no período de expansão do cultivo do café. Na serra do Mar, a
dificuldade de acesso contribui para a preservação de parte dessa mata. No estado de
Minas Gerais - o mais montanhoso dos estados brasileiros -, predomina a vegetação de
cerrado, com arbustos e gramas, sendo que no vale do rio São Francisco e no norte do
estado, encontra-se a caatinga, típica do Nordeste.
O relevo planáltico do Sudeste fornece grande potencial hidrelétrico à região. A maior
usina é a de Urubupungá, localizada no rio Paraná, divisa dos estados de São Paulo e
Mato Grosso do Sul. Mas existem outras grandes usinas hidrelétricas como São Simão,
Três Marias, etc., pois o potencial da região é grande para esse tipo de aproveitamento
energético. Encontram-se ainda no Sudeste, em Minas Gerais, as nascentes de duas bacias
hidrográficas: a do rio Paraná, que se origina da união dos rios Paranaíba e Grande, e
a do rio São Francisco, que nasce na serra da Canastra. Existem rios de boa dimensão e
grande volume d' água, alguns deles em parte poluídos, como o rio Tietê, aliás o
único que corre em sentido contrário (leste-oeste).
Economia:
Sua economia é a mais desenvolvida e industrializada dentre as economias das cinco
regiões brasileiras, nela se concentrando mais da metade da produção nacional.
Movimentada pelas maiores montadoras e siderúrgicas do país, a produção industrial é
diversificada. São Paulo concentra o maior parque industrial e participa com 36,5% do PIB
(referência: 1999). Embora os ramos de calçados e têxtil se mostrem os mais aquecidos,
percebe-se, no final dos anos 90, relativa queda de investimentos no setor industrial, em
virtude, principalmente, dos incentivos fiscais adotados por outras regiões. Ainda assim,
o Sudeste consegue manter elevada sua participação no PIB industrial. O interior
paulista desponta, no decorrer da década, como um dos principaos pólos de atração de
investimentos.
A agricultura demonstra elevado padrão técnico e boa produtividade. A produção de
café, laranja, cana-de-açúcar e frutas está entre as mais importantes do país. Na
pecuária, a participação do PIB agropecuário cai de 38,9% em 1985 para 36,3% em 1998.
Em Minas Gerais, destaca-se a exploração de numerosa variedade de minérios - em
especial as reservas de ferro e manganês na serra do Espinhaço -, e da bacia de Campos,
no Rio de Janeiro, sai a maior parte do petróleo brasileiro.
Abrigando 42,5% da população brasileira e responsável por 58,7% do PIB nacional (327,5
bilhões de dólares em 1999), o Sudeste apresenta grandes contrastes. Ao mesmo tempo que
concentra a maior parcela da riqueza nacional, é a região que mais sofre com o
desemprego e o crescimento da violência. Ainda assim, seus indicadores sociais mostram-se
os melhores do país: o analfabetismo na região é de 8,1%, a água tratada beneficia
95,9% das casas e o esgoto é recolhido em 83,8% das moradias. No Brasil, esses índices
ficam em 14,7%, 78,8% e 63,9%, respectivamente.
População:
A região Sudeste é a de maior população e a expectativa de vida é de 69,2 anos. É
também a região com a maior densidade demográfica (76,31 hab./km²) e o mais alto
índice de urbanização: 89,3%. Abriga as três mais importantes metrópoles nacionais,
São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
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