Região Norte
A
Região Norte é a maior das cinco
regiões do
Brasil definidas pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1969, com uma área de 3 853 676,948 km², cobrindo 45,25% do território nacional,
1 sendo superior à área da
Índia e pouco inferior à
União Europeia. Sua população, de acordo com o IBGE, era de 17,2 milhões de habitantes em 2014,
2 equivalente à população do
Chile, e seu
IDH médio, próximo ao da
Venezuela,
país com qual faz fronteira ao norte. Em comparação com as outras
regiões brasileiras, tem o segundo menor IDH (em 2005) e o menor PIB (em
2010).
É formada por sete estados:
Acre,
Amapá,
Amazonas,
Pará,
Rondônia,
Roraima e
Tocantins. Suas maiores e principais cidades são
Manaus,
Belém e
Porto Velho. Está localizada na
região geoeconômica da Amazônia, entre o
Maciço das Guianas (ao norte), o
planalto Central (ao sul), a
Cordilheira dos Andes (a oeste) e o
oceano Atlântico (a nordeste). O
clima predominante na região é o
equatorial, além de algumas regiões de
clima tropical.
Na região está localizado um importante ecossistema para o
planeta: a
Amazônia, além de pequenas faixas de
mangue no litoral, alguns pontos de
cerrado e também alguns pontos de matas galerias. Na Região Norte, a
latitude e o
relevo explicam a
temperatura; a temperatura e os
ventos explicam a
umidade e o volume dos
rios; e o
clima e a umidade, somados, são responsáveis pela existência da mais extensa, variada e densa floresta do planeta, ou seja, a
Floresta Amazônica.
Também na região Norte estão situados os
dois maiores estados do Brasil em superfície, Amazonas e Pará, e os
dez maiores municípios do Brasil em área territorial, sendo quatro no estado do Pará e seis no estado do Amazonas.
Porto Velho, a capital brasileira com maior área territorial, também localiza-se na região.
Relevo
O relevo nortista constitui-se de três grandes unidades geomorfológicas:
Clima
Algumas
latitudes podem criar uma região com
climas quentes e úmidos. A existência de
calor
e da enorme massa líquida favorecem a evaporação e fazem da Região
Norte uma área bastante úmida. Dominada assim por um clima do tipo
equatorial, a região apresenta
temperaturas elevadas o ano todo (médias de 24°C a 26°C), uma baixa
amplitude térmica, com exceção de algumas áreas do Amazonas, Rondônia e do Acre, onde ocorre o fenômeno da
friagem, em virtude da atuação do
La Niña, permitindo que massas de ar frio vindas do
oceano Atlântico sul penetrem nos estados da
região Sul, entrem por
Mato Grosso e atinjam os estados amazônicos, diminuindo a temperatura. Isto ocorre porque o calor da
Amazônia propicia uma área de baixa latitude que atrai massas de ar polar. Ocorrendo no
inverno, o efeito da friagem dura uma semana ou pouco mais, quando a temperatura chega a descer a 6°C em
Vilhena (
RO), 10°C em
Lábrea (
AM), 12°C em
Porto Velho (RO), 13°C
Eirunepé (
AM), 15ºC em
Marabá (PA) e até 9°C em
Rio Branco (
AC).
O regime de chuvas na região é bem marcado, havendo um período seco,
de junho a novembro, e outro com grande volume de precipitação, Dezembro
a Maio. As
chuvas provocam mais de 2.000 mm de precipitação anuais, havendo trechos com mais de 3.000 mm, como o litoral do
Amapá, a foz do
rio Amazonas e porções da Amazônia Ocidental.
A Região Norte apresenta o clima mais úmido do
Brasil,
sendo comum a ocorrência de fortes chuvas. São características da
região.As chuvas de convecção ou de "hora certa", que em geral ocorrem
no final da tarde e se formam da seguinte maneira: com o nascer do
Sol, a temperatura começa a subir, ou seja, aumentar em toda a
região, aquecimento que provoca a
evaporação; o
vapor de água no
ar se eleva, formando grandes
nuvens; com a diminuição da temperatura, causada pelo passar das
horas do
dia, esse vapor de água se precipita, caracterizando as chuvas de "hora certa".
Vegetação
Na Região Norte está localizado um importante ecossistema para o
planeta: a
Amazônia. Além da Amazônia, a região apresenta uma pequena faixa de
mangue (no litoral) e alguns pontos de
cerrado, e também alguns pontos de matas galerias.

Aprender as características físicas de uma região depende, em grande
parte, da capacidade de dedução e observação: na Região Norte, a
latitude e o
relevo explicam a
temperatura; a temperatura e os
ventos explicam a
umidade e o volume dos
rios; e o
clima e a umidade, somados, são responsáveis pela existência da mais extensa, variada e densa floresta do planeta, ou seja, a
Floresta Amazônica ou Hileia.
A
Ilha de Marajó, no estado do
Pará,
apresenta formações rasteiras de Campos da Hileia que, por sua vez,
ficam inundadas nos períodos de cheias dos rios. É a maior ilha de água
fluviomarinha do mundo. Grandes extensões de cerrado podem ser
encontradas nos estados de
Rondônia,
Tocantins e
Roraima.
Equivalendo a mais de um terço das reservas florestais do
mundo, é uma formação tipicamente higrofila, com o predomínio de
árvores grandes e largas (espécies latifoliadas), muito próximas umas das outras e entrelaçadas por grande variedade de
lianas (
cipós lenhosos) e epífitas (vegetais que se apoiam em outros). O
clima da região, quente e chuvoso, permite o crescimento das espécies vegetais e a reprodução das espécies
animais durante o ano todo. Isso faz com que a
Amazônia tenha a
flora mais variada do
planeta, além de uma fauna muito rica em
pássaros,
peixes e
insetos.
A
Floresta Amazônica apresenta algumas variações de aspecto, conforme o local, junto aos
rios, nas áreas permanentemente alagadas, surge a
mata de igapó, com árvores mais baixas. Mais para o interior surgem associações de árvores mais altas, conhecidas como mata de
várzea, inundadas apenas durante as cheias. As áreas mais distantes do leito dos rios, inundadas somente por ocasião das grandes
enchentes, são chamadas de mata de terra firme ou caaetê, que significa mata (
caa) de proporções grandiosas.
Se não considerarmos a
devastação,
mais de 90% da área da Região Norte é ocupada pela Floresta Amazônica
ou equatorial, embora ela não seja a única formação vegetal da Amazônia.
Surgem ainda: Campos da Hileia, em manchas esparsas pela região, como
na
ilha de Marajó e no vale do
rio Amazonas; o
cerrado, que ocupa grande extensão do estado do
Tocantins e vastos trechos de
Rondônia e
Roraima, além da vegetação litorânea.
Hidrografia
A região apresenta a maior bacia hidrográfica do mundo, a
bacia amazônica, formada pelo
rio Amazonas e seus milhares de afluentes (alguns inclusive não catalogados). Em um de seus afluentes (
rio Uamutã) está instalada a
Usina Hidrelétrica de Balbina e em outro de seu afluente (
rio Jamari) está localizada a
usina Hidrelétrica de Samuel,
construída na cachoeira de Samuel. Devido ao tamanho do rio Amazonas,
foram construídos muitos portos durante o curso do rio, destacando-se
entre eles pelo volume de cargas transportadas os portos de
Manaus no estado do Amazonas, de
Santarém no Pará, e de
Santana no Amapá.

A foz do rio Amazonas apresenta um dos fenômenos naturais mais impressionantes que existe, a
pororoca, uma perigosa onda contínua com até 5m de altura, formada na subida da maré e que costumeiramente é explorada por surfistas.
Na foz do rio Amazonas encontra-se a
ilha de Marajó,
a maior ilha de água fluviomarinha do mundo, com aproximadamente
50.000 km², que também abriga o maior rebanho de búfalos do país. Está
no guiness book/2005.
A segunda maior bacia hidrográfica da região (e a maior inteiramente brasileira) é a
Araguaia-Tocantins.
9 Num de seus rios integrantes (
rio Tocantins), está instalada a
UHE Tucuruí, uma das maiores usinas hidroelétricas do mundo.
Um fato interessante a respeito dessa bacia é a presença da
ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo, localizada no estado do
Tocantins. A ilha é formada pelo
rio Araguaia e por um de seus afluentes, o
rio Javaés.